sábado, 28 de agosto de 2010

Destiny

Hoje acordei meio reflexiva e estive a pensar na importância das pessoas em nossa vida. Quantas pessoas te fazem sentir-se único e especial? Quantas pessoas te fazem sentir-se extraordinário? Quantas pessoas te fazem sentir-se vivo? Responder a essas perguntas me fez pensar em determinados clichês que, por serem tão "batidos" acabam passando despercebidos. O mundo gira tão rápido agora que, meio sonolentos e anestesiados, seguimos tentando, inutilmente, não cometer os mesmos erros, evitar a dor e deixando o melhor para amanhã, enquanto houver amanhã.
Depois de muito adiar, fui obrigada a assumir: Estou com medo. Medo das minhas escolhas, medo de quem eu estou me tornando, medo de não saber quem eu deveria me tornar, medo de olhar para trás e arrepender-me, medo do tempo, dos meus erros e, principalmente, medo de não me sentir, em toda a minha vida, do mesmo jeito que sinto quando estou contigo. Perante tantos paradoxos, apareceu-me como certeza plena: Eu te amo. E por não sentir-me preparada para gostar tanto de alguém, fiquei assustada e isso, talvez, tenha nos levado a nos afastarmos em alguns momentos, mas a razão suprema me diz e eu quero acreditar que isso é o que realmente importa e apesar de todos os empecilhos que nos serão impostos, sinto-me cada vez mais capaz de te fazer feliz, como já te prometi. Então, renovando aquilo que afirmei no passado, te peço, novamente, uma chance para que, juntos, nós possamos embarcar nesse mistério chamado amor. "Dentre tantas outras, quero ser a primeira em tua vida..."
Nelson Mandela disse uma vez: "Eu sou o mestre da minha alma. Eu sou o capitão do meu destino".
Concordo parcialmente com ele. Posso até ser a mestre da minha alma, mas desde o dia 02/04/10, quem comanda o meu destino é você.

Por: Tássia Louise Moraes.

sábado, 7 de agosto de 2010

Exigências da Vida Moderna

Dizem que todos os dias você deve comer uma maçã por causa do ferro.
E uma banana pelo potássio.
E também uma laranja pela vitamina C. Uma xícara de chá verde sem açúcar para prevenir a diabetes.
Todos os dias deve-se tomar ao menos dois litros de água. E uriná-los, o que consome o dobro do tempo.
Todos os dias deve-se tomar um Yakult pelos lactobacilos (que ninguém sabe bem o que é, mas que aos bilhões, ajudam a digestão). Cada dia uma Aspirina, previne infarto. Uma taça de vinho tinto também. Uma de vinho branco estabiliza o sistema nervoso. Um copo de cerveja, para... não lembro bem para o que, mas faz bem. O benefício adicional é que se você tomar tudo isso ao mesmo tempo e tiver um derrame, nem vai perceber.
Todos os dias deve-se comer fibra. Muita, muitíssima fibra. Fibra suficiente para fazer um pulôver.
Você deve fazer entre quatro e seis refeições leves diariamente. E nunca se esqueça de mastigar pelo menos cem vezes cada garfada. Só para comer, serão cerca de cinco horas do dia...
E não esqueça de escovar os dentes depois de comer. Ou seja, você tem que escovar os dentes depois da maçã, da banana, da laranja, das seis refeições e enquanto tiver dentes, passar fio dental, massagear a gengiva, escovar a língua e bochechar com Plax. Melhor, inclusive, ampliar o banheiro e aproveitar para colocar um equipamento de som, porque entre a água, a fibra e os dentes, você vai passar ali várias horas por dia.
Há que se dormir oito horas por noite e trabalhar outras oito por dia, mais as cinco comendo são vinte e uma.
Sobram três, desde que você não pegue trânsito. As estatísticas comprovam que assistimos três horas de TV por dia. Menos você, porque todos os dias você vai caminhar ao menos meia hora (por experiência própria, após quinze minutos dê meia volta e comece a voltar, ou a meia hora vira uma).
E você deve cuidar das amizades, porque são como uma planta: devem ser regadas diariamente, o que me faz pensar em quem vai cuidar delas quando eu estiver viajando.
Deve-se estar bem informado também, lendo dois ou três jornais por dia para comparar as informações.
Ah! E o sexo! Todos os dias, tomando o cuidado de não se cair na rotina. Há que ser criativo, inovador para renovar a sedução. Isso leva tempo - e nem estou falando de sexo tântrico.
Também precisa sobrar tempo para varrer, passar, lavar roupa, pratos e espero que você não tenha um bichinho de estimação. Na minha conta são 29 horas por dia.
A única solução que me ocorre é fazer várias dessas coisas ao mesmo tempo! Por exemplo, tomar banho frio com a boca aberta, assim você toma água e escova os dentes. Chame os amigos junto com os seus pais. Beba o vinho, coma a maçã e a banana junto com a sua mulher... na sua cama.
Ainda bem que somos crescidinhos, senão ainda teria um Danoninho e se sobrarem 5 minutos, uma colherada de leite de magnésio.
Agora tenho que ir.
É o meio do dia, e depois da cerveja, do vinho e da maçã, tenho que ir ao banheiro.
E já que vou, levo um jornal... Tchau!
Viva a vida com bom humor!!!

(Arnaldo Jabor)

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O contrário do amor

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.

Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.

Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.

Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.

(Martha Medeiros)

"Tem muita gente que se distrai e é feliz pra sempre, sem conhecer as delícias de ser feliz por uns meses, depois infeliz por uns dias... Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode ser monótono. Mesmo fazendo escolhas aparentemente definitivas, ainda assim podemos excursionar por dentro de nós mesmos e descobrir lugares desabitados em que nunca colocamos os pés, nem mesmo em imaginação. E, estando lá, rever nossas escolhas e recalcular a duração de "pra sempre". Muitas vezes o "pra sempre" não dura tanto quanto duram nossa teimosia e receio de mudar."

(Martha Medeiros)


segunda-feira, 26 de julho de 2010

Ele... Ela

Ela já vinha de dias conturbados, cheios de desgostos, amarguras e decepções. Seu coração andava fraco e vulnerável, porém, desconfiado e esperançoso.

Ele vivia do mesmo jeito, porém, com muita vontade de se apaixonar novamente. Tinha um desejo de dar e receber carinho, pois sentia falta de alguém pra conversar e se distrair.

Naquela noite, ambos queriam as mesmas coisas, se divertir, dançar. Foi naquela noite que tudo começou. Dançaram e acabaram se beijando, passaram boa parte da noite juntos.

Alguns dias depois, ele demonstrou o interesse nela novamente durante algumas conversas com ela pela internet. Verdades sobre os relacionamentos antigos começaram a surgir, o que não diminuiu o interesse mútuo.

Outros dias se passaram, eles se reencontraram , porém, esse foi um encontro breve e casual, nada de beijos ou coisas do tipo. Apenas conversas, olhares, abraços e até logo.

Neste mesmo dia, ela foi a uma festa com as amigas, desanimou-se com algumas coisas que havia presenciado e procurava-o, mas ele não tinha ido. Só o encontrou no outro dia, após uma noite de sono reconfortante. Ele foi a primeira pessoa que ela avistou. Uma troca de sorrisos e algumas palavras, apenas isso.

A tarde já iniciava e lá estava ela sentada em um canto quando ele se aproximou e começou a conversar. Na cabeça dela só havia uma vontade: Roubar-lhe um beijo. Então procurava a oportunidade certa para e isso, mas lhe faltaram coragem e privacidade. Ela sabia dos comentários maldosos dos amigos se fizesse a sua vontade, então, esperou.

No fim da festa, ela achando que ele já tinha ido embora ficava remoendo sua falta de atitude. Quando menos esperou, ele entrou pelo portão, ela não soube bem o que sentiu, mas abraçou-o e, como suas bocas ficaram próximas, ela encostou seus lábios do dele. Só que ele saiu dos seus braços de uma forma que a fez pensar que ele não queria aquilo. 

Ele demorou muito pouco por lá, na saída disse que falaria com ela mais tarde pela internet, como era de costume. Ela o esperou durante algum tempo e ele não chegava. Em sua cabeça, a menina, imaginava uma porção de coisas e pareceres que só a tirariam da dúvida conversando com ele. Ela o transformou em uma saída para seus problemas. O que consequentemente, o transformou em alguém muito importante para ela. 

A dor da perda foi novamente aparecendo...

CONTINUA...

Quando ela souber o fim!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Aos Meus Amigos


Eu sei que algumas pessoas não esperavam que eu postasse exatamente esse texto hoje, mas, sendo uma data especial, peso uma permissão quase que forçada para dedicar essa postagem para os meus amigos, os mesmos que me alegram todas as manhãs, que me ajudaram em momentos difíceis que passei, os que adoram tirar onda com a minha cara, os que eu admiro e quero muito bem. Ainda falta falar dos meus amigos que se transformaram numa família, os amigos do Movimento Escalada. Meus amigos do Tomate que me presentearam com momentos inesquecíveis. Também aquelas pessoas que apareceram do nada, e se tornaram amigos muito especiais que continuam me cativando sempre. Desejo-lhes o melhor dia do amigo de todos e quero que eles permaneçam na minha vida por muito mais tempo.
Obrigada Por EXISTIREM.

domingo, 18 de julho de 2010

Crônica do Amor



Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

(Arnaldo Jabor)